segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

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De bem com o salto alto
Os cuidados para evitar a tortura que um
sapato elegante pode representar para
a saúde das mulheres no dia-a-dia

Seria algo como Cinderela às avessas – em vez de experimentar um sapatinho de cristal, as brasileiras vão ter os pés medidos para que se encontre uma fôrma ideal. Por trás de tal missão, estão pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo interessados em chegar ao padrão do pé feminino a fim de desenvolver um sapato de salto alto mais de acordo com a anatomia das nativas e que não cause desconforto ou dor depois de usado horas a fio. Coordenado pelos ortopedistas Cibele Réssio e Caio Nery, o trabalho teve início há pouco e tomará medidas detalhadas de uma amostra de pelo menos 500 mulheres de todas as regiões do país. Será um acervo de informações bastante útil para a indústria de calçados e numericamente superior à amostra da ortopedista americana Carol Frey, que analisou mais de 300 compatriotas e serve de referência internacional.

Para muitas mulheres, a descoberta poderá ser algo como encontrar a pedra filosofal da vaidade. "O salto alto muda toda a biomecânica do passo", explica Cibele. Com sapatos de solado plano, o peso do corpo fica distribuído de maneira mais uniforme pela ondulada extensão do pé. Com o salto alto, a pressão vai toda para o hálux, nome médico para o popular dedão. O resultado pode vir em graus diversos. Cansaço, dor e calos são os mais costumeiros e fáceis de enfrentar. Mas há até quem acabe sofrendo de deformidades ósseas, como joanete, ou de problemas na musculatura da coxa e na curvatura lombar. Sem falar nos riscos de queda, lesões dos ligamentos e luxações no tornozelo, provocados pelo equilíbrio precário do andar nas alturas. Mesmo os saltos femininos menores podem causar transtornos. Em outra pesquisa, Cibele Réssio analisou dez mulheres andando descalças, depois com saltos de 3, de 6 e de 9,6 centímetros. Para isso, usou uma palmilha com 960 sensores ligados a um computador que registrava, entre outras coisas, a velocidade do passo e o padrão de pressão. Conclusão: os malefícios perpetrados pelo salto 3 são quase idênticos aos do salto 9,6. Nem mesmo os especialistas estavam cientes disso. "Antes, os ortopedistas recomendavam ir ao trabalho com o salto 3 e, à noite, usar o mais alto", diz Cibele.

Independentemente dos traumas, boa parte do sexo feminino simplesmente adora o artefato pontudo. Segundo recente pesquisa da revista científica British Journal of Podiatry, uma em três inglesas gosta de usar continuamente saltos altos da moda. Mais de 80% das súditas da rainha ficariam relutantes em mudar o estilo dos sapatos para melhorar um problema no pé. E uma em cinco poria calçados desconfortáveis devido às expectativas dos namorados, marido ou empregadores. É um mercado inesgotável, inclusive no Brasil, que poderá chegar a um projeto desenvolvido na Universidade de São Paulo por Cibele Réssio e pelo professor de biomecânica da Escola Politécnica Raul Gonzáles.

Os cuidados com a saúde dos pés femininos não se esgotam com o gerenciamento correto do salto alto (confira no quadro). Quando surgem os calos nos pés, por exemplo, a pior alternativa é correr ao pedicuro e retirá-los. O mais correto é procurar saber o que está por trás do problema. "A causa pode ser até uma doença de pele", adverte o ortopedista Osny Salomão. O calo nada mais é que uma reação da pele a um trauma decorrente do uso de sapato apertado ou provocado por saliência óssea. Dependendo do caso, o tratamento é feito por um ortopedista ou por um dermatologista. Quando há saliência óssea, realiza-se uma cirurgia para retirá-la. Para problemas dermatológicos, indicam-se remédios específicos.

No caso do joanete, uma deformação crônica, a solução é adotar calçados sem salto com bico redondo ou quadrado ou submeter-se a uma operação nos pés. Cortar a unha de maneira errada também costuma trazer uma série de transtornos, pois ela pode encravar e levar a infecções doloridas. Uma ida ao pedicuro pode resolver, mas às vezes um tratamento cirúrgico é necessário. Quando a situação não é tão grave, alguns podólogos colocam por três meses um fixador na unha, que faz com que ela fique plana. Outro conselho, no caso para os fãs de corrida, é nunca praticá-la com tênis apertados. A compressão diminui o fluxo sanguíneo para os dedos, o que pode ocasionar a queda das unhas. Hoje, todo o tormento do salto alto recai sobre os pés femininos, mas é bom lembrar que se atribui sua invenção a uma encomenda do rei Luís XV, que governou a França de 1715 a 1774.













http://veja.abril.com.br/280301/p_152.html






Christian Louboutin


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http://www.trendencias.com.br/designers/inspiradas-por-christian-louboutin

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