Elas sorriem quando querem gritar.
Elas cantam quando querem chorar.
Elas choram quando estão felizes.
E riem quando estão nervosas.
Elas lutam por aquilo em que acreditam.
Elas levantam-se contra a injustiça.
Elas não aceitam um "não" como resposta quando
acreditam que existe melhor solução.
Elas andam sem sapatos novos para
que os seus filhos os possam ter.
Elas vão ao médico com uma amiga assustada.
Elas amam incondicionalmente.
Elas choram quando os seus filhos adoecem
e alegram-se quando os seus filhos ganham prémios.
Elas ficam contentes ao falarem de um aniversário
ou de um novo casamento.
Pablo Neruda
http://mararavel.blogspot.com/
http://www.nme.com/news/the-black-keys--3/62283
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sábado, 10 de março de 2012
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Minha vida é uma vida feita de todas as vidas
"Estas memórias ou lembranças são intermitentes e, por momentos, me escapam porque a vida é exatamente assim. A intermitência do sonho nos permite suportar osdias de trabalho. Muitas de minhas lembranças se toldaram ao evocá-las, viraram pócomo um cristal irremediavelmente ferido.As memórias do memorialista não são as memórias do poeta. Aquele viveutalvez menos, porém fotografou muito mais e nos diverte com a perfeição dos detalhes;este nos entrega uma galeria de fantasmas sacudidos pelo fogo e a sombra de suaépoca.Talvez não vivi em mim mesmo, talvez vivi a vida dos outros.Do que deixei escrito nestas páginas se desprenderão sempre - como nosarvoredos de outono e como no tempo das vinhas – as folhas amarelas que vão morrere as uvas que reviverão no vinho sagrado.Minha vida é uma vida feita de todas as vidas: as vidas do poeta."
Pablo Neruda, «Confesso que Vivi»
Pablo Neruda, «Confesso que Vivi»
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