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domingo, 29 de janeiro de 2012

Aqui Jaz a Minha Casa

Aqui Jaz a Minha Casa - Here Rests My Home from Jose Lemos on Vimeo.




Velho acorda em dia na vida de homem só. Um percurso é feito por necessidade. Uma aceitação surge como reflexão sobre interior. Hino ao abandono em transmontano, "Aqui jaz a minha casa" é testamento simbólico. Na vastidão irrompem alienados, solos de baixo.

Old man awakens in a lonely mans life. A path must be made, “Here Rests My Home” is a symbolic will. In vastness they burst alienated, bass solos.

Realização / Director: Rui Pilão
Assistente de Realização / Assistant Director: Sérgio Castro
Argumento / Script: Aurora Morais e Rui Pilão
Actor: Leandro Vale
Director de Fotografia / Cinematographer: Tiago Ribeiro
Operador de câmera / Camera Operators: Tiago Ribeiro e Sérgio Castro
Edição e pós-produção / Editor: José Lemos
Música / Music: bueno.sair.es
Pós-produção audio / Audio Mastering: Paulo Pintado / Indústria Rock
Produção / Producers: Aurora Morais e Rui Pilão
Produtor executivo / Executive Producer: Rui Pilão
Storyboard: Aurora C. Fernandes
Agradecimento especial / Special Thanks to: Câmara Municipal de Vinhais, Junta de Freguesia de Vilar d’Ossos, Junta de Freguesia de Tuizelo, Cybercentro Bragança.

Agradecimentos / Thanks to: Teresa Martins, Iria Correia, Nuno Fernandes, Jorge Fernandes, Carlos Paula, Hermínia Paula, Sofia Paula, Alcino Pilão, Fernando Pilão, Filomena Paula.


http://vimeo.com/35679059

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Vox Pop - A ignorância dos nossos universitários



"Enquanto Portugal se ri da auxiliar de acção médica concorrente da Casa dos Segredos, que julga que África é um país da América do Sul, a SÁBADO fez um teste básico a 100 alunos de universidades de Lisboa."


"Normalmente, procuro não me deixar impressionar com este tipo de "trabalhos". Contudo, mesmo correndo o risco de julgar para além da medida justa, e depois de ver até ao fim o que os jovens entrevistados aqui dizem - e sem esquecer os que eventualmente responderam bem e de forma "culta" -, não quero deixar de aqui referir o que há momentos disse de forma mais breve em mural de pessoa amiga. E o qu...e disse, sem agora repetir, foi a minha profunda admiração não só com a inacreditável ignorância manifestada por jovens universitários em Portugal, embora o meu interesse fosse, como é, sobretudo o de manifestar surpresa com duas exclamações que ouvi no vídeo: 1. Cultura não é comigo!, dizia uma jovem. E eu pergunto: Que que tem a Escola e a Universidade a ver com isto? Quanto a mim, muito. 2. Depois, um notável corolário: Religião não é comigo!, dizia (presumo) a mesma jovem. Pelo que a minha reacção é, de facto, esta: como poderemos nós esperar que os jovens de Portugal se interessem pela Religião (refiro-me ao Cristianismo) se confundem José Saramago com um dos Apóstolos (e outras coisas assim monumentalmente fantasmagóricas)? Claro, diante de um vídeo assim podemos rir; ou até chorar de rir com manifestações de tão patética ignorância ("a capital dos Estados Unidos é a Califórnia"!). Eu, porém, proponho que, em vez de rir, nos lamentemos, e muito a sério, dos "baixios" com que em Portugal continuam a esbarrar tanto a Escola como a Universidade, um problema grave para o futuro e que só poderá ser resolvido mediante um esforço concertado seja no sentido de se promover exigência e um mínimo de excelência seja, não menos, no sentido de as famílias educarem crianças e jovens para a gratuidade do saber pelo saber, para a beleza de uma vida não apenas determinada por componentes materiais mas desperta para as suas múltiplas dimensões espirituais, uma vida, portanto, em que Cultura e Religião não se dissociam mas antes se mostram como aquilo que realmente são: duas faces do mesmo Mistério, dois caminhos para na vida encontrar Sentido. E a minha pergunta final aos jovens deste vídeo seria apenas esta: não acham que valeria mesmo a pena e, uma vez por todas, começar a ler alguma coisa que o mereça? E é já tanto o que bem merece a pena de ser lido! E contudo: não somos nós também, os mais adultos, que precisamos de mostrar a bom mostrar como de outra forma, ou seja, pelo caminho da ignorância não se pode chegar a lugar (social) algum que, realmente, mereça a pena! De facto, creio ser mais que tempo para que em Portugal, onde felizmente existe a Liga contra o Cancro, se crie e implemente uma outra liga, que bem pode ser mundial e ser designada por termos como os seguintes: Liga contra a Ignorância! Afinal, bem o sabemos, a ignorância também mata. E o facto de este mal ser daqueles que, normalmente, não faz doer a quem dele padece, só torna a "coisa" em algo tanto mais sério e urgente."
JVC

A refletir acerca da Educação em Portugal.